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História da Escrita

Foi na idade da pedra (30.000 A.C.) que os seres humanos começaram a se destacar como animais racionais, pois dentro das cavernas onde viviam começaram a se comunicar fazendo desenhos e símbolos nas paredes.

Mais a frente faziam placas de argila úmida e nelas estampavam seus rabiscos e desenhos, sendo que poderiam levar para outro lugar tudo aquilo que expressavam através destes símbolos.

Aproximadamente no ano 4.000 A.C.  na Babilônia, o povo fazia suas escritas ainda nas placas de barro, mas não mais executavam com os dedos das mãos, mas sim com tiras de madeira pontiagudas (geralmente lascas de bambu).

Mais a frente os Egípcios  inventaram o primeiro tipo de papel que era o PAPIRO, que era muito frágil e precisava ser bem conservado, pois facilmente podia estragar. Assim, criaram uma tinta a base de plantas e escreviam nesses Papiros com lascas de ossos molhados nesta tinta.

Estes mesmos Egípcios logo adiante criaram o PERGAMINHO, que eram feito de pele de animal (geralmente de pele de Carneiro) e substituíram os ossos por penas de Aves (sendo que as mais usadas, por serem mais resistentes e duráveis,  eram as de Ganso).

No Século XVII  foram inventadas as primeiras penas metálicas, substituindo as penas de aves, que para as pessoas que escreviam constantemente desgastava muito rapidamente.

Outro motivo da criação das penas metálicas foi para que pudessem escrever com vários tipos de letra (mais finas ou mais grossas).

Até o século XIX se escrevia molhando as penas metálicas na tinta. Para quem escrevia bastante era desgastante molhar a pena inúmeras vezes para completar o que estava escrevendo, então surgiu a idéia de fabricar uma caneta que tivesse um reservatório de tinta, assim as pessoas podiam escrever mais rápido, pois não precisavam molhar a pena a todo momento no vidro de tinta.

Em 1884 Lewis Waterman patenteou a primeira caneta tinteiro, que era abastecida com conta-gotas.

Em 1888 surgiram as canetas Parker, 1906 as Sheaffer’s e cada uma delas foi se aperfeiçoando.

Em 1912 a Sheaffer’s patenteou a bomba para abastecer a caneta com uma alavanca, ou seja, já não era necessário utilizar o conta gotas.

Na década de 1930 a Parker patenteou a bomba de enchimento por vácuo.

PARKER  VACUMATIC (Tinteiro e Lapiseira)

 

Em 1939 foi lançada pela Parker a caneta que foi considerada a caneta do século, pois era eficiente com sistema de bomba fácil de abastecer e com o reservatório em Nylon, que não era atacado pela química da tinta.

PARKER 51

 

Na década de 1960 como os aviões não eram pressurizados quando uma pessoa ia viajar e deixava a caneta tinteiro no bolso da camisa acabava perdendo a camisa, pois pela falta de pressurização no avião a tinta vazava.

Para resolver este problema a Parker criou a Parker 61, que além de ser muito bonita, tinha um sistema de abastecimento por capilaridade (era só tirar o corpo da caneta e mergulhar com a pena para cima que ela enchia sozinha) e também possuía uma válvula que vedava hermeticamente o reservatório, impedindo o vazamento da tinta  nos aviões.

PARKER  61 - “A ÚNICA CANETA QUE NÃO VAZAVA NO AVIÃO”

 

Abastecimento da PARKER 61

 

Em 1939, o Hungaro LASLO BIRO, produziu a primeira caneta esferográfica, cuja diferença para a caneta tinteiro, era que a tinta (agora mais espessa) ficava dentro de um tubo de aço, onde na ponta ficava uma esfera de aço que controlava o fluxo da tinta , não deixava a tinta secar e deslizando sobre o papel , escrevia sem borrar o escrito , como acontecia várias vezes com as canetas tinteiro.

Praticamente todas as empresas de canetas passaram a produzir canetas esferográficas, sendo que a mais popular é a BIC, devido ao baixo custo.

 
 
*Por Mariano Prieto Junior – 18/10/2011